quarta-feira, 16 de junho de 2010

Brasil x Coreia do Norte

Nem só de filme viverá o homem, principalmente, se for brasileiro e estar no meio de uma Copa do Mundo. Então, lá vai meu pequeno comentário sobre a estreia da seleção de Dunga no torneio na África do Sul:

Excelente jogo.... da Coreia do Norte, se seguraram como puderam na defesa e saiam em rápidos contra-ataques, apesar de não ter eficiência na finalização. O Brasil mostrou o que fez nos treinos secretos: tocaram a bola de lado, não avançavam com determinação e Kaká, o queridinho da Globo, mostrou um futebol apático e cheio de erros. Gilberto Silva, Felipe Mello, Elano (apesar do gol), e demais, sem comentários. Maycon e Robinho foram os únicos que tentaram mostrar algo a mais além do arroz-com-feijão apresentado pelo time de Dunga. As entradas de Daniel Alves e Nilmar deram novo gás, mas daí foi a defesa que ficou assistindo os norte-coreanos marcar um gol. Resultado ruim, se levarmos em consideração a diferença técnica entre as equipes e, pior ainda, pensando se a classificação depender do saldo de gols.


Que as coisas mudem contra Costa do Marfim e Portugal, ou talvez, poderemos pagar o mico de voltar pra casa ainda na primeira fase, coisa que não ocorre desde 1966, na Inglaterra.
 
 

sábado, 12 de junho de 2010

Simplesmente Amor

O amor está em todo lugar! A partir dessa premissa temos Simplesmente Amor, uma comédia romântica inglesa que entrelaça sete histórias: o menino órfão que se apaixona pela garota mais legal da escola que vai voltar aos EUA, o escritor depressivo que se envolve com a empregada portuguesa, a solteirona que vive para cuidar do irmão doente e tem vergonha de dizer a um colega de trabalho brasileiro que o ama desde o dia que ela começou a trabalhar na empresa, a mãe que descobre a traição do marido com sua secretária, o rapaz que gosta da mulher do melhor amigo, o roqueiro sessentão que descobre que o maior companheiro que teve em sua vida sempre foi seu empresário e o novo primeiro-ministro que no primeiro dia de governo se encanta pela nova funcionária. Além de outras relações de amor, não apenas entre casais, mas o amor como sentimento de maior grandez, o amor ao próximo!

"Pior que a agonia de estar apaixonado?", quando Sam diz essa frase ao seu padrasto Daniel, percebemos a inocência e pureza do coração juvenil e toda beleza e desafios do primeiro amor, ele precisa fazer de tudo para conquistá-la antes dela ir embora, nem que pra isso seja necessário aprender a tocar bateria e aparecer no show das escolas de fim de ano. A cena com Joanna cantando "All I want for christmas" e ele na bateria emociona e sensibiliza a cada olhar do garoto. Jamie e Aurélia rompem as barreiras da língua e tem um romance recheado de diálogos surreais, ele em inglês e ela em português lusitano, é impossível não rir com as situações caóticas que ambos passam, como os dois pulando no rio para salvar os papéis do livro que estava escrevendo e o vento levou.

Sarah é uma mulher indenpendente, mas que não consegue dizer "eu te amo" a seu colega de trabalho, Karl (Rodrigo Santoro, num nome nada brasileiro), além de viver sempre a postos para atender as ligações do irmão que tem problemas mentais e mora num casa de repouso. A cena da primeira transa frustrada pelos telefonemas é excelente, não tem como não broxar numa situação daquela! Emma Thompson e Alan Rickman fazem o casal das aparências, ela sempre envolvida com as questões domésticas e familiares (é irmã do viúvo Daniel e do primeiro-ministro), ela cura sua alma com as músicas de Joni Mitchell e se desespera ao descobrir que o marido a trai com a secretária nova e gostosa. O diálogo do casal ao final da peça na escola sobre amor e traição é incrivel, melancólico e mostra que o amor um dia pode acabar.

Quando vemos Mark filmando o casamento de Peter e Juliet realmente dá a impressão que ele gosta do amigo e que evita falar com a mulher por ciúmes. Porém quando somos surpreendidos com a filmagem e percebemos que essa atitude de repulsa é para afastar e enganar o que ele sente por ela é de partir o coração. Sim, apesar de comédia, o filme flerta com o drama dos amores não correspondidos. A cena dos cartazes na porta da casa ao som de um coro de natal é a maior demonstração de amor que um cara pode fazer, simples, objetivo e sublime! Billy Mack é um astro em decadência, que fala palavrões e não tem papas na língua, sempre viveu gastando muito, bêbado, drogado e rodeado de mulheres, mas nunca amou e assim, ao regravar uma canção famosa e encontrar o sucesso novamente, ele vê que apesar não casar, sempre teve uma companhia ao seu lado que lhe deu força nos piores momentos: o seu empresário.

Enfim, temos o novo primeiro-ministro (Hugh Grant, hilário e com o tradicional humor britânico afiado) que se apaixona por Natalie, sua secretária no governo. Ele tenta manter o controle até que o presidente dos EUA (um Billy Bob Thorton mais cara de pau e galinha impossível) dá em cima de Nat. Então temos o discurso governamental Inglaterra contra Estados Unidos mais inacreditável da história do cinema: "O país de Shakespeare, Churchill, os Beatles, Sean Connery, Harry Potter. Pé direito de David Beckham. E o esquerdo também". Os personagens secundários dão um show à parte. Afinal, quem imaginou começar o namoro nas gravações de um filme pornô? Ou embarcou para outro país só pra conseguir uma mulher e encontrar num bar quatro gatas fogosas loucas por um inglês?

Simplesmente Amor é um filme assim, onde o amor emana a cada fotograma, nas mais variadas situações, com crianças, jovens, adultos. Uma obra que faz rir, suspirar e fatalmente amar, é impossível não se identificar com pelo menos uma daquelas histórias. Há quem reclame por ser muitos personagens, não ser mais cômica: é uma comédia romântica inglesa, nada melhor que aproveitar toda essa dose de humor ácido. O amor é um sentimento universal e está dentro do coração de cada pessoa, basta deixarmos ele desabrochar. Hoje é dia dos namorados e nada melhor que externarmos o amor! O amor à pessoa que temos ao lado, aos pais, aos amigos. Não importa quem seja, simplesmente ame, pois não há nada mais gratificante e edificante que o amor. Não há vida, se não há amor!



sexta-feira, 11 de junho de 2010

Paris: a Capital do Amor

Paris, 1899. Virada do século, a revolução boêmia fervilha as ruas do bairro de Montmarte, um paraíso de poetas, músicos, dançarinas, prostitutas, bêbados e absinto! Christian (Ewan McGregor), um jovem escritor inglês chega à capital francesa para tentar a carreira. Encontra uma trupe de boêmios malucos que inventam um plano mirabolante para que ele se torne o autor de "Espetacular, Espetacular", a peça que marcaria a revolução: a cortesã Satine (Nicole Kidman) seria a isca para conseguirem o apoio de Harold Zidler, o dono do famoso clube Moulin Rouge!, que dá nome ao musical de Baz Luhrmann. Mas, como ele já havia sido alertado por seu velho pai britânico, não consegue se controlar e cai de amores pela bela dançarina da cancã. O único problema é o Duque, um homem experiente e rico, que quer a bela para si em troca de investimento financeiro para reformar o Moulin Rouge.

Liberdade, Beleza, Verdade e Amor! Os ideais boêmios que permeiam a produção, encontram no romance proibido entre Christian e Satine o lugar perfeito para florescerem e se externarem. Ambos desejam fugir, para viver em paz sua vida e esquecer esse mundo de perdição. A beleza do casal causa inveja das outras pessoas que convivem com eles no clube, levando a intrigas. O escritor e a cortesã tentam esconder a relação para evitar problemas maiores, até que chega a um ponto onde não há como negar um amor tão forte e sincero. Por fim, o amor! Ela que por sua profissão via o amor como um sentimento surreal, um jogo onde seu único objetivo era enganar homens solitários em troca de dinheiro e jóias, encontra nele algo que não acreditava existir e essa paixão cresce conforme o filme se desenvolve, nos levando a uma história romancesca conforme o estilo dos escritores do século XIX. Além da vilania apresentada pelo Duque, Christian e Satine enfrentam um inimigo invisível que pode consumir com toda vida dos dois: a Tuberculose, uma doença mortal na época.

Baz montou um musical fabuloso que fez o gênero retornar com força e qualidade nas telas, ganhou dois Oscars (Figurino e Direção de Arte) e encantou platéias do mundo inteiro com a história de amor entre Christian e Satine numa produção colorida, exagerada e com ritmo de clipe da MTV. Na trilha sonora encontramos canções e citações a Elton John, Madonna, Nirvana, Beatles e outros. Entre os cantores que fizeram a festa no filme temos Kilye Minogue, Christina Aguillera, Pink, U2. Sem contar o talento dos atores que soltam a voz e dançam como nunca antes visto no cinema. A seqüência do "Tango de Roxanne" é uma das mais belas já feitas. Por fim, Ewan e Nicole roubam a cena, ele como um jovem sonhador e apaixonado que acredita em amor à primeira vista e ela uma prostituta que sempre vendeu seu "amor" que descobre que é capaz de amar e em troca amada ser. O amor não é moeda de comércio, ele só pode ser pago com um amor recíproco e é isso que Moulin Rouge! deixa claro desde o início. Afinal, como diz Christian na narração final, que essa não é apenas uma história sobre uma época, um lugar e pessoas, "Mas acima de tudo, uma história sobre o amor. Um amor que viverá para sempre".




quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Amor e o Tempo

O amor pode ser impossível por causa da idade, mas n'O Curioso Caso de  Benjamin Button é o tempo que anda contra Ben e Daisy. Eles têm praticamente a mesma idade cronológica, fisicamente as coisas mudam: ela é uma criança comum que cresce e envelhece naturalmente, ele é nasceu velho e vai rejuvenescendo com o passar dos anos. A história baseada no conto de F. Scott Fitzgerald foi adaptada por David Fincher e tem como casal principal Brad Pitt e Cate Blanchett, jovens ou velhos são eles que encarnam seus personagens e uma moderna combinação de maquiagem e efeitos especiais fazem eles terem de 15 a 80 anos!

A mãe de Benjamin Button morre no seu parto, o pai dele é dono de uma fábrica de botões e ao ver seu rebento, ele foge com a aberração para jogá-lo no rio, porém acaba deixando o menino que parece um idoso em miniatura na porta de um asilo. Queenie, que cuida dos velhos, encontra a estranha criança na escada e decide cuidá-lo como um filho. O tempo passa, ele cresce cercado de outros idosos como ele, mas ele ainda é um guri. Ele aprende a falar, andar e percebem que sua capacidade física ao invés de definhar, se revigora a cada dia. Daisy sempre vai visitar o lugar e faz amizade com Benjamin. Ela vira uma bela jovem e ele vai se tornando um elegante senhor. Dessa relação nasce um amor impossível: somente um pequeno período de suas vidas eles terão idades semelhantes. Quando um estará velho o outro estará jovem, mesmo assim o amor do casal é mais forte e eles iniciam o romance por volta dos 40 anos de cada.

Ben e Daisy tem uma filha, Caroline. Button decide deixá-las, pois não queria que sua mulher tivesse que cuidar de duas crianças, visto que ele se tornava cada vez mais jovem. Daisy casa-se novamente e segue a carreira como professora de balé, após sofrer um acidente e não poder dançar. Ele continua sua juventude, curtindo com a herança deixada por seu pai. Até que volta a encontrar sua amada, quando ele já parece ter 15 anos. Então, quando ele se torna uma criança - fisicamente - Daisy cuida dele. E o filme é assim, uma exaltação ao amor, mesmo com todos os obstáculos. O filme é de uma beleza plástica e narrativa invejáveis! A trama te prende desde o primeiro segundo até o fim de suas duas horas e quarenta minutos de projeção. Uma obra que vale a pena conferir e se emocionar com um amor que vai além da vida!


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Paixão, Luxúria e Cólera

Nunca um filme retratou tão bem a globalização quanto O Amor Nos Tempos do Cólera, baseado na obra do escritor colombiano Gabriel García Márquez, vencedor do Nobel de Literatura. Dirigido pelo britânico Mike Newell, tem no elenco o espanhol Javier Bardem (vencedor do Oscar de ator coadjuvante por Onde os Fracos Não Tem Vez), a italiana Giovanna Mezzogiorno, a colombiana Catalina Sandino Moreno (indicada ao Oscar de atriz por Maria Cheia de Graça), a brasileira Fernanda Montenegro (indicada ao Oscar de atriz por Central do Brasil), o colombiano John Leguizamo (sim, o Peste nasceu na Colômbia, apesar de sua carreira nos EUA) e o americano Benjamin Bratt. Nesta salada étnica, temos um filme falado em inglês, que se passa na Colômbia no final do século XIX e conta a história do amor incondicional do funcionário dos correios Florentino Ariza pela bela e rica Fermina Daza.

Florentino (Bardem) tem sua juventude arrasada pelo seu amor por Fermina (Giovanna), que é filha de um homem rico é prometida em casamento ao médico Juvenal Urbino (Bratt), especialista no tratamento do cólera, epidemia que consumia o país naquela época. Eles tentam fugir, mas o pai dela a manda para outra cidade. Após o casamento de Fermina e Urbino, a dor, a ira, a solidão toma conta de Florentino e, mesmo assim, ele continua a nutrir seu amor e manter fidelidade ao seu voto de amor eterno. Transito (Fernanda), a mãe do jovem, não sabe o que fazer com o homem que só chora, lamenta e escreve cartas. A mãe consegue um novo emprego ao filho, num vilarejo distante. Ele não namora, nem se deixa enamorar por outra mulher, até descobrir o sexo. Entretanto, para Florentino o ato sexual é apenas para desopilar do amor que atormenta seu coração, tanto que ele anota num caderno desde a primeira, as mulheres que teve em seus braços apenas para a satisfação carnal.

Os anos passam, mas o amor de Florentino por Fermina permanece, mesmo com ela casada e mãe. Ele não se casa, não se envolve amorosamente com outra mulher. Ele espera pacientemente se passarem cinco décadas, até que a morte leva Urbino e abre caminho novamente, para ele reconquistar o coração de sua amada. O filme tem cenas belas, excelente reconstituição da época por cenários e figurinos. Mas, as atuações, em alguns casos, exageradas e caricatas, o roteiro e direção confusos com sotaques hispânicos para um inglês estranho deixam o filme com a sensação que poderia ter sido melhor. Javier e Fernanda entregam os costumeiros trabalhos competentes. Ainda assim, com alguns problemas - fica melhor para quem não leu o livro - o filme emociona e nas canções de Shakira (em espanhol e a única exigência do autor para a adaptação) a história do amor incontestável de Florentino torna-se uma "vergolha alheia" tolerável e encantadora.



terça-feira, 8 de junho de 2010

A Fonte

Como contar uma história que atravessa mil anos, civilizações e batalhas diferentes, mas que convergem para uma única realidade: não há amor sem sacrifício! Simples. Pegue um diretor competente e ousado, Darren Aronofsky; um casal de protagonistas carismáticos, Hugh Jackman e Rachel Weisz; efeitos visuais de qualidade; trilha sonora avassaladora; cenários e figurinos primorosos; um roteiro complexo e bem estruturado, pronto! Temos um dos mais belos romances de todos os tempos - Fonte da Vida. A história conta a luta de Tomas para salvar a vida da amada Isabel em três períodos diferentes, os quais decorrem em um milênio.

No século XVI, Tomas é um conquistador europeu na América, que explora florestas tropicais e enfrenta civilizações nativas em busca da Árvore da Vida, que levaria à eternidade. No século XXI ele é um médico cientista que procura a cura do câncer que está fazendo Izzy definhar pouco a pouco. Em um futuro distante, ele é um astronauta do século XXVI que viaja pelo espaço e começa a entender os segredos da vida. As histórias se fundem e o vai-e-vem no tempo, pode causar certo desconforto no espectador. Porém, a atuação sublime de Rachel e forte de Hugh emocionam a cada cena e fazem deste um filme único e inesquecível. A passagem pela atualidade, com ela doente de câncer toma maior parte do filme e é o elo entre as épocas, e aí a dupla toma conta da tela e comovem com um amor imortal, que apesar das falhas, sempre está presente entre os dois.

Não é um filme fácil, sua duração reduzida talvez deixe algumas pontas soltas e algumas cenas podem incomodar o público mais desatento. Aronofsky é acostumado a fazer obras complexas e reflexivas demais, por isso não saem tão bem nas bilheterias, apesar de ser sempre aclamado pela crítica. Fonte da Vida segue o padrão, a cada segundo é como estar à frente de uma obra prima única e instântanea que nos foge dos olhos se piscarmos. Ao final, há um gostinho de quero mais e, ainda assim, é difícil não ter empatia por esse amor tão magnífico, que atravessa o tempo e caminha equilibrando-se na tênue linha que separa a vida e a morte.




segunda-feira, 7 de junho de 2010

Triângulo Oriental

"O amor é o maior aliado e o pior inimigo". Com esse slogan O Clã das Adagas Voadoras traça um triângulo amoroso na China antiga, entre Mei, Leo e Jin. Mei é uma jovem dançarina de um bordel, mas que pertence ao clã das Adagas Voadoras, um grupo de resistência contra o governo. Leo, capitão da guarda local é um membro do grupo infiltrado e sempre nutriu amor por Mei. Jim é um guarda que na empreitada de guiá-la como aliado para descobrir o paradeiro dos inimigos, termina por se apaixonar pela dançarina-guerreira. No meio de lutas intermináveis, disputa de poder, paisagens exóticas e uma magnífica batalha num bambuzal, vemos todas as fases do amor: nascimento, crescimento e morte.

Zhang Yimou é conhecido por seus filmes de narrativa complexa, cores exuberantes, belos cenários, figurinos caprichados. Mas, em O Clã, ele mostra o amor nos tempos de guerra. Os infiltrados, as traições e a disputa por poder, lembram os filmes de espiões. Entretanto, o amor que move os dois homens pode ser sua ruína, pois perdem a razão e agem por impulso. Enquanto, a beleza de Zhang Ziyi se mostra uma das armas mais letais, porque atormenta até o coração do mais valente e fiel guerreiro. Apesar do pano de fundo histórico, é uma obra sobre como o amor pode mudar o destino das pessoas, do paraíso à perdição, simplesmente por despertar os mais diversos sentimentos: loucura, ira, compaixão, vingança, paixão, ternura. E como isso se reflete nas atitudes de cada um.


Leo esperou Mei por três anos, mas ela e Jin se apaixonam perdidamente durante três dias de convivência. Os voos exagerados, os movimentos em câmera lenta seguindo as espadas, flechas e adagas e a trilha sonora emocionante fazem da experiência de ver O Clã das Adagas Voadoras um passeio onírico pela mente de um diretor criativo e brilhante, que faz das batalhas histórias da China antiga, obras fabulosas e encantadoras. Cenários e figurinos luxuosos, fotografia deslumbrante e uma trilha sonora fascinante completam o pacote. Mas, ao final de tudo, fica o gosto de ter saboreado um romance onde o amor é o mel e o fel, num toque shakespeareano: basta saber como conduzir seu coração.