segunda-feira, 7 de junho de 2010

Triângulo Oriental

"O amor é o maior aliado e o pior inimigo". Com esse slogan O Clã das Adagas Voadoras traça um triângulo amoroso na China antiga, entre Mei, Leo e Jin. Mei é uma jovem dançarina de um bordel, mas que pertence ao clã das Adagas Voadoras, um grupo de resistência contra o governo. Leo, capitão da guarda local é um membro do grupo infiltrado e sempre nutriu amor por Mei. Jim é um guarda que na empreitada de guiá-la como aliado para descobrir o paradeiro dos inimigos, termina por se apaixonar pela dançarina-guerreira. No meio de lutas intermináveis, disputa de poder, paisagens exóticas e uma magnífica batalha num bambuzal, vemos todas as fases do amor: nascimento, crescimento e morte.

Zhang Yimou é conhecido por seus filmes de narrativa complexa, cores exuberantes, belos cenários, figurinos caprichados. Mas, em O Clã, ele mostra o amor nos tempos de guerra. Os infiltrados, as traições e a disputa por poder, lembram os filmes de espiões. Entretanto, o amor que move os dois homens pode ser sua ruína, pois perdem a razão e agem por impulso. Enquanto, a beleza de Zhang Ziyi se mostra uma das armas mais letais, porque atormenta até o coração do mais valente e fiel guerreiro. Apesar do pano de fundo histórico, é uma obra sobre como o amor pode mudar o destino das pessoas, do paraíso à perdição, simplesmente por despertar os mais diversos sentimentos: loucura, ira, compaixão, vingança, paixão, ternura. E como isso se reflete nas atitudes de cada um.


Leo esperou Mei por três anos, mas ela e Jin se apaixonam perdidamente durante três dias de convivência. Os voos exagerados, os movimentos em câmera lenta seguindo as espadas, flechas e adagas e a trilha sonora emocionante fazem da experiência de ver O Clã das Adagas Voadoras um passeio onírico pela mente de um diretor criativo e brilhante, que faz das batalhas histórias da China antiga, obras fabulosas e encantadoras. Cenários e figurinos luxuosos, fotografia deslumbrante e uma trilha sonora fascinante completam o pacote. Mas, ao final de tudo, fica o gosto de ter saboreado um romance onde o amor é o mel e o fel, num toque shakespeareano: basta saber como conduzir seu coração.
  



domingo, 6 de junho de 2010

O Amor é o Combustível

Quem nunca pensou em fazer uma loucura por amor, para  ter a pessoa que ama ao lado pra sempre? Antônio, que desde criança é chamado de "filho do tempo", resolveu arriscar a vida, viajar no tempo e trazer o mundo até Karina, sua paixão, que sonha em ser atriz e conhecer todo o planeta. O filme A Máquina de João Falcão tem no elenco reconhecíveis caras globais: Mariana Ximenes, Paulo Autran, Wagner Moura, Vladmir Brichta e Lázaro Ramos, mas é no carisma de Gustavo Falcão (o Antônio jovem) que a obra ganha força. A trama é simples: Nordestina, uma cidadezinha do interior pernambucano, Antônio ama Karina, que deseja ir embora na besta pro Rio e tentar carreira de atriz, para evitar que ela faça isso, ele resolve ir até na televisão e num programa que lembra muito João Cléber (até o visual de Wagner Moura ficou parecido), Antônio "vende" sua alma para o público - na busca da audiênca de programas sensacionalistas - ao dizer que vai viajar ao futuro e retornar, caso não aconteça ele morrerá por uma máquina de centenas de lâminas afiadas.

Autran é Antônio velho, vivendo num manicômio e conta essa história sobre o tempo e o amor para seus colegas. A ambientação da cidade de Nordestina é toda feita em estúdio, com algumas licenças poéticas. Os costumes e tradições dessas pequenas localidades são detalhadas com certo fascínio: o baile de mascarados ao som de forró pé-de-serra, a televisão em praça pública, as vans que levam os jovens para a cidade grande, a vida humilde no sertão, os sonhos e desejos de uma vida melhor. A trilha sonora é um show à parte com Chico Buarque e Robertinho do Recife.

É um filme de ficção, onde fantasia e realidade se fundem graças a um elemento crucial: o amor! É o amor de Antônio por Karina que faz ele se jogar nessa jornada, de ir ao futuro, encontrar o desconhecido e voltar inteiro, para não morrer e perder eternamente o coração de sua amada. Num lugar já tão castigado pela pobreza, pela falta de recursos, pela distância de tudo, somente o amor pode alimentar a vida dessas pessoas e fazê-las felizes no seu lar. O filme que ainda tem espaço para criticar a exposição na mídia em busca de sucesso, em sentimentos e valores efêmeros de fama, consegue mostrar toda ingenuidade do protagonista vivido por Gustavo Falcão, com um roteiro leve e coeso e diálogos - ou monólogos - memoráveis, como a narração inicial sobre a relação de Antônio e o tempo, feita por Autran.


sábado, 5 de junho de 2010

Altas Viagens

A Pixar a cada ano lança uma obra prima da animação, Up - Altas Aventuras, não foge do padrão, aliás, ela o extrapola. Apesar do público normal de desenho ser as crianças, os adultos também se divertem com esse filmes. No caso, das produções da Pixar fica difícil dizer se elas são feitas realmente para as crianças. Nada de bichinhos fofinhos, canções alegres e fábulas maravilhosas. Algumas são realistas e até certo ponto, cruéis. Afinal, quando somos apresentados ao trecho inicial de Up percebemos que não estamos diantes uma animação comum. Quando num desenho animado, vemos duas crianças fanáticas por um aventureiro crescerem, se casarem, trabalharem, construírem sua casa, planejar o futuro, desiludirem-se por não ter filhos, envelhecerem, e uma delas morrer? Ok, é um baita spoiler, mas é algo que não dá pra passar batido, é incomum e fantástico, bem realizado, emocionante e perfeito para o propósito do filme.

O sonho de Carl e Ellie, apaixonados por aventuras, ele vendedor de balões, ela bióloga num zoo (pelo menos é o que aparenta ser), é viajar para o Paraíso das Cachoeiras, na América do Sul, onde um famoso desbravador Charles Muntz busca redenção e fama atrás de uma rara ave. Então, após velho e viúvo Carl que não quer se desfazer da sua casa para morar num asilo e dar terreno para construção de um arranha-céu, decide viver sua aventura e conhecer o lugar dos seus sonhos. Ele amarra balões e leva sua casa pelos ares, rumo à Venezuela. O que ele não imagina é que está levando nessa viagem, um menino chamado Russell, um pequeno explorador da natureza que sonha em conseguir a última medalha para elevar a graduação no grupo de escoteiros. Carl é ranzinza e egoísta, mas dá uma chance ao garoto, já que não tem como se livrar dele com a casa-balão. Enquanto, Russell é um guri tímido, que o pai vive ausente.

A partir da relação dos dois nasce uma empatia sem tamanho com ambos. Até que chegam no Paraíso das Cachoeiras e nada é tão simples e fácil. Encontram a tal ave rara que Muntz buscava e sua matilha de cães que falam a partir de uma coleira ultra-moderna perseguem Russell e Carl. O mito do herói da infância é desconstruído por um vilão psicótico, maldoso e assassino - mas tudo isso fica nas entrelinhas, não há sangue jorrando na tela, já que é um filme feito também para as crianças. Porém, a força motriz do filme é o amor! Afinal, somos levados pela aventura de Carl por um único motivo: seu amor por Ellie, uma dedicação de uma vida inteira ao qual, mesmo ele sendo idoso e ela já tenha morrido, ele não medirá esforços para realizar o último sonho dela. A cada momento da aventura a presença de Ellie é sentida: nos gestos, nas expressões, nas palavras de um velho para a amada que já partiu desta vida. É o amor do velho vendedor de bexigas que faz adentrarmos com tanta emoção nessa história e torcer para que ele alcance seus objetivos. Percemos que o amor não tem idade, que existe o amor verdadeiro, aquele que se leva para toda vida e que não importa o que aconteça esse amor sempre vai existir. Quem não gostaria de encontrar um amor assim, pra toda vida?! E viver juntos a aventura de estar apaixonado para sempre!!!




sexta-feira, 4 de junho de 2010

500 Dias de Verão

O amor é um sentimento confuso: bom mas ruim, feliz porém triste, etc. Dessa dualidade, nasce talvez seu encanto, que faz milhões de corações dispararem no mundo inteiro a cada segundo. Afinal, não há amor sem sofrimento, porque no mundo real, nem tudo é um mar de rosas. Não há um relacionamento como os romances da literatura e cinema, nada é perfeito. E é a partir dessa imperfeição que se constrói um dos melhores filmes de 2009: 500 Dias com Ela, ou no seu título original, a ironia com o nome da personagem protagonista 500 Days of Summer.

Os opostos se atraem, no caso de Tom (um apaixonante Joseph Gordon-Levitt) e Summer (uma linda e odiável Zooey Deschanel), a diferença crucial entre os dois é: ele acredita no amor, ela não! A partír daí, 500 Dias já mostra que não é um filme comum e que não cai no lugar-comum das comédias românticas. O filme é cheio de idas e vindas no tempo, pontuadas por um belo desenho dos 500 dias que durou esse amor, pelo menos para Tom. A trama é simples: ele se apaixona por ela, mesmo ela não acreditando no amor, dá uma chance. Os dois vivem um namoro comum, mas não rotulam de namoro. Não se chamam de namorados, mas todos sabem que estão juntos e fazem programas de casais: sair para compras, passeio no parque, barzinho com amigos, cinema. Até que um dia, ela chega pra ele e diz que não quer mais.

Então, Tom começa a reviver todos os 500 dias desse amor para encontrar onde deu errado. O filme tem personagens secundários ótimos, como os amigos de trabalho de ambos (eles trabalham na mesma empresa de cartões, ele cria cartões apesar de ser arquiteto formado, e ela é secretária do chefe) e a irmã de Tom. Mas, são nas cenas de Joseph e Zooey se amando ou não, que está a força do filme, diálogos críveis, realistas e totalmente fatais para quem está apaixonado ou não. A fotografia é encantadora, e a partir do olhar de arquiteto dele nos deparamos com uma beleza singular de uma grande metrópole. A trilha sonora faz essa jornada amorosa se tornar mais deliciosa e agradável, como uma tarde de verão sob as árvores de um parque. A direção de Marc Webb é segura e flui com naturalidade. Enfim, um filme para todos que queiram ver uma das obras que melhor retratou o amor nas telas do cinema.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Festival de Cinema [e micos] de Maringá

Confesso que apesar de gostar de cinema, estudar em Maringá e estar sempre lá, nunca fui a uma edição do Festival de Cinema de Maringá. Agora na sétima realização do evento, fui prestigiar uma palestra de jornalismo cultural e a divulgação dos premiados. Dentre os filmes da mostra, não tinha nenhum de grande apelo. Meu favorito, era O Contador de Histórias, de Luiz Villaça, o qual tinha visto ano passado num dos cinemas maringaenses e foi premiado apenas como melhor figurino.

Sobre a palestra, o motivo para ficar contente foi que ganhei meu segundo livro do jornalista Rogério Recco, Clareiras Flamejantes, sobre a história do Norte do Paraná antes e depois do advento da energia elétrica. O debate em si, achei superficial e as únicos pontos positivos da palestra em si, foram resumidos na matéria sobre a atividade no site do evento. No mais, foi uma sessão de rasgação de seda entre palestrantes e público, o qual não acrescentou em nada. Acho que minha frustração foi devido às minhas expectativas de falar sobre o mercado de jornalismo cultural, principalmente, voltado ao cinema. Afinal, na área de impresso - minha paixão - há um momento de dúvidas. A maior revista sobre o tema no país passa por um momento de crise, com trocas de editora, de chefia, atraso nas edições. Há o surgimento de duas novas revistas que tentam ganhar espaço e se manter na ativa. Apesar do crescimento de público nos cinemas, tanto para filmes nacionais, que melhoram de qualidade e quantidade, quanto para os estrangeiros, com destaque para os filmes na tecnologia 3D. O público consumidor de notícias sobre cinema ainda é pequeno e bastante exigente, os fóruns de discussão sobre as publicações em sites de relacionamento dão uma mostra disso.

Os outros palestrantes eram os jornalistas: assessor de comunicação da Viapar, Ericsson Rezende e, diretor de jornalismo da RIC/TV, Marcelo Bulgarelli. Penso eu que, para um evento que tenta se firmar regionalmente como um importante festival de cinema, que traz um panorama da produção cinematográfica nacional, os palestrantes deveriam ser alguém que trabalhe na área específica. Até porque, a editoria de cultura em Maringá e região não é das melhores. Enfim, conversando com alguns amigos, estudantes de jornalismo que estavam presentes, também as opiniões não foram as mais favoráveis. 

Então, veio o momento das perguntas. Os dois primeiros a pegarem no microfone eram jovens maringanses que se dispuseram a participar do I Festivalzinho Tudo Em Poucos Minutos. Eles demonstraram sua indignação, pois produziram seus filmes e não tiveram uma resposta satisfatória da organização sobre porque não foram exibidos. A resposta da moça também não foi grande coisa, visto que o organizador do evento, o cineasta Pery de Canti, não se encontrava no momento. Acho que, a organização deveria ter mais respeito com seu público. Liberar uma nota no site, sobre os motivos de não exibir, depois que o festival havia se encerrado não é uma prática muito agradável e correta. Outro problema do festival: datas e atualizações. Na home, ainda pode-se abrir o link para inscrever filmes ou para ver as palestras.

Por fim, a premiação! Esperava algo com mais glamour ou, no mínimo, ordem. Simplesmente, o pessoal se levantando, um cara com microfone tentando falar que antes, haveria a exibição de um curta e uma apresentação folclórica. Pelo visto, ninguém estava lá para receber seu troféu. E o ambiente também não era dos mais oportunos: no estacionamento da Universidade Estadual de Maringá, uma tenda de lona preta, com algumas lâmpadas, tudo muito sombrio e o chão de madeira coberto com um carpete escuro - recordei das barracas do Movimento Sem Terra que visitei certa vez para fazer um trabalho da faculdade. Com tantos teatos na cidade, poderiam ter conseguido um para a realização do evento, que seria mais agradável e aconchegante para o público, palestrantes e produtores que inscreveram seus filmes na mostra. É inegável, a importância de um festival deste porte para Maringá e região, porém, deveria ser tratado com mais carinho e tentar ganhar mais atenção da população.


Mais informações: http://www.festcinemaringa.com.br/



 


domingo, 23 de maio de 2010

Tempo

Após o final do conto Teobaldo e a Morte, postado no dia 18, meu aniversário, me senti satisfeito por ter cumprido uma proposta a qual eu me dei. Entretanto, fiquei um tanto perdido, afinal, agora teria que voltar às postagens comuns, não teria a obrigação de escrever algo linear, previamente esquematizado e imaginado. Qual filme? Somente o que eu ver no cinema ou fazer uma crítica de filmes que tenho em DVD ou que vi outrora? Um seriado nacional ou estrangeiro talvez? É estranho voltar ao cotidiano, por isso essa demora entre o fim do conto e essa postagem.

Enfim, fiz 26 anos e passei a pensar na vida, no que fiz, no que deixei de fazer, planos, presente e futuro. Daí cheguei a conclusão que planejar demais, atrapalha, o negócio é mirar um objetivo e tentar alcançar não importa o tempo que leve. Enquanto isso, aproveitar as coisas boas que surgirem para se divertir, aprender com os obstáculos e sempre se encaminhar para atingir o sonho. Não adianta se martirizar, a vida é curta, talvez nunca cheguemos àquilo que desejamos, mas temos que tentar de uma forma ou de outra, só que sem nos esquecer de que podemos ser felizes com o que temos nas mãos. Então, relembro das pessoas que já passaram na minha vida, aqueles que continuam aqui do meu lado, aqueles que estão chegando agora, aqueles que estão longe, aqueles que se foram e a vida continua.

Claro, que tenho meus sonhos e  farei o que puder para atingi-los, pois sei que tenhos condições para isso. E penso, naqueles que não tem a mesma sorte que tive, de concluir uma faculdade, ter uma boa família, amigos verdadeiros, um emprego. Vejo que sou muito feliz com o que tenho, porém sei que posso ser ainda mais feliz e completo. Não somente no campo material, afinal, não levamos o que temos na Terra. O amor é fundamental, ser rodeado de pessoas que te gostam e que você gosta. Ter aquela pessoa especial para amar e em troca, amado ser (citando Moulin Rouge! hehehehe). Aquela pessoa para passar o resto da vida juntos, como nos filmes. Quem não se emocionou com a história de amor de Ellie e Carl Fredricksen em Up - Altas Aventuras, quem não gostaria de ter um amor assim, para vida toda?!

O amor, a amizade, o companheirismo, a compaixão são elementos essenciais na trajetória do ser humano. E a cada dia, o mundo precisa de mais demonstrações de afeto, carinho, caridade, paz. Só assim, podemos vislumbrar um mundo melhor no futuro. Assim, começo essa semana com essa mensagem de esperança, porque apesar de tudo que já vi, eu ainda acredito no ser humano.




domingo, 16 de maio de 2010

Marvel se arma com Ferro


Quando a Marvel lançou Homem de Ferro e O Incrível Hulk poucos anos atrás, um projeto ambicioso estava por vir: o longa Os Vingadores. Os produtores brincaram com citações para algo maior envolvendo s SHIELD e outros heróis como Capitão América e seu escudo visível no filme do Ferroso. E isso não vai parar por aqui, afinal, quem aguardou pacientemente o final do créditos de Homem de Ferro 2, percebeu que o jogo está só começando.Então, esperem mais citações em Thor e Capitão América. Dito isso, vamos ao novo filme com Tony Stark. 

O primeiro Homem de Ferro é acima da média para qualquer adaptação feita pela Marvel, no mesmo nível do primeiro Homem-Aranha e segundo X-Men. E esta nova aparição do herói de coração bombástico é tão divertida quanto a primeira. Homem de Ferro 2 não é um filme de ação, ele não foi concebido para esse fim, a pancadaria só come solta no final porque tem que ter ação. Ele trata da desconstrução do mito do herói perfeito, o que Tony Stark nunca vai ser, ele sempre será o mulherengo pinguço autodestrutivo (nesse ponto criatura e criador se fundem, afinal, Robert Downey Jr. quase afundou sua carreira por esses motivos e agora encontrou a redenção). E o filme leva isso num tom cínico e irônico, como é o humor do personagem e nisso, ele se sai muito bem. Aliás, a passagem sobre a relação pai e filho é uma escada para a evolução do personagem, não só como pessoa, mas também tecnologicamente.


O elenco original está mais afiado e em sintonia, todos parecem muito confortáveis em seus papéis. Sobre os novos principais adendos: Mickey Rourke tem problemas com o sotaque russo e só: a cara de maníaco, as risadas debochadas e o jeito de troglodita são perfeitos para Ivan, que além de tudo isso é inteligente demais. Scarlett Johansson na pele da agente Romanoff/Viúva Negra, dá um show de sensualidade para variar, sua atuação é boa e ela bate em vários seguranças na maior naturalidade do mundo, sem perder a pose. Enfim, ótimos. Um filme divertido e empolgante. Que venham os próximos heróis da Marvel e seu ápice em Os Vingadores.