quinta-feira, 8 de outubro de 2009

[re]Começar de Novo

Até parece casal de novela essa minha relação com este blog, venho, vou, volto, vou de novo. E estou novamente aqui, pensando em voltar a postar novamente, fugir de um tema único e fazer uma coisa mais eclética, talvez séria, talvez despojada. Sinceramente, não sei. Mas a vontade de retornar a este espaço foi renovada, por isso cá estou.
2009 tem sido um ano bom. Fim de faculdade. Trabalho demais. Milhares de possibilidades. Aventuras. Sonhos. Fracassos. Praticar handebol novamente é muito bom. Ir ao cinema. Festar. Beber. Fazer novas amizades. Ter mais tempo com antigos amigos. Enfim, viver!!!
É assim que tem sido esse ano, que me prepara para um 2010 onde poderei ter uma profissão, com diploma [mesmo que isso não seja necessário mais para seu exercício... obrigado, donos da lei]. E agora farei posts com um retrospecto do que tem sido o ano dos meus 25 anos.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Vermelhão


Guillermo Del Toro é o diretor mais bacana de Hollywood atualmente. O mexicano pançudinho começou a espalhar sua criatividade no cinema com "Mutação", ficou famoso com o filme-de-guerra-de-terror "A Espinha do Diabo", garantiu sua aparição nos EUA com "Blade II" e em seguida, "Hellboy". A consagração veio com o filme-de-guerra-de-fantasia "O Labirinto do Fauno" e então, "Hellboy II - O Exército Dourado" ganhou vida.

A seqüência da aventura do diabo vermelho e sua equipe de aberrações quase não viu a luz do dia. Mas eis que a pequena obra-prima em espanhol de uma menina e seres mágicos durante a Guerra Espanhola, garantiu que víssemos mais uma vez a HQ do Vermelhão na telona.

"Hellboy II" mostra a ira do príncipe do submundo, Nuada, que decide acordar o temido Exército Dourado para mostrar aos humanos da superfície quem manda na Terra. Para isso, ele precisa da terceira parte da coroa que está com sua irmã, que passa a ser defendida por Hellboy e sua equipe.

O filme tem uma trilha eletrizante, um ritmo de roteiro empolgante, histórias paralelas que reforçam e sustentam a trama e muita ação. Além da marca registrada de Del Toro, seu visual fantástico e criaturas bizarras e maravilhosas. Um grande filme-pipoca com muito estilo.

Entretanto, não dá pra negar, que assistir "Hellboy II" é pensar no que Guillermo está planejando para seu novo filme, afinal, ele vai dirigir nada menos que a adaptação de "O Hobbit" sob a tutela de Peter Jackson (responsável pela trilogia "Senhor dos Anéis" que sucede a trama de "Hobbit"). Uma prova que o mexicano está gabaritado para o posto: a cena que Hellboy enfrenta o último Elemental no meio da cidade. Simplesmente surpreendente e sublime.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Procura-se: O Absurdo!


Absurdo é o adjetivo para definir o novo filme de Angelina Jolie e James McAvoy. A história de um grupo de assassinos que matam de acordo com o que uma máquina de tear escolhe é um tanto inacreditável. E balas fazendo curva (!), é o cúmulo da tolerância. Porém, quando se trata de um filme de Hollywood isso é até natural.

O diretor do filme é o russo Timur Bekmambetov (responsável por Guardiões da Noite e Guardiões do Dia) em sua primeira incursão pelo mundo dos blockbusters americanos. Morgan Freeman lidera o clã de matadores profissionais denominado "Fraternidade", com todo seu carisma natural.

Wesley Gibson (McAvoy) é um funcionário infeliz, tem uma vida pacata até saber que seu pai - desconhecido - é morto e o próximo alvo dos matadores é o próprio Wesley. Treinado por Fox (Jolie), ele vai liberando todo seu potencial e começa a ter controle sobre si e seu mundo.

Daí é uma caça aos assassinos, enquanto é caçado. Reviravoltas. Mortes. Cura. Sangue. E balas se desviando para acertar o alvo (no melhor emprego do bullet time, desde "Matrix"). No final, temos um dos melhores filmes-pipoca do ano, pra não se levar a sério e temos a Sra. Pitt mais sensual e fatal do que nunca.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Guerra digital


Alguém avise a George Lucas que a força não está mais do seu lado, não enquanto ele tentar sugar o máximo possível de dinheiro com sub-produtos da sua série "Star Wars". A trilogia original (aquela da década de 70) era o supra-sumo dos efeitos e inovações do cinema, com uma história empolgante, apesar dos diálogos sem noção. Depois, ele quis fazer mais dinheiro e completou a saga com os três episódios que representam o início da aventura. Aproveitando as novas tecnologias fez um espetáculo visual com os Episódios I, II e III. Porém, a qualidade do roteiro e dos diálogos caiu muito. E conseguiu criar o personagem mais odiado da história do cinema: Jar Jar Binks.

Agora para fazer com que "Star Wars" cai no gosto das crianças lança a série animada "Clone Wars" e o filme "Star Wars: The Clone Wars", com eventos que se passam entre os episódios II e III da cinessérie. Velhos e novos personagens se encontram na trama que envolve a batalha pelo poder na República.

A qualidade da animação é boa, apesar dos traços mais retos, que o formato original do rosto humano, por exemplo. As batalhas são [quase] legais e só. De resto, o desenho é tão enfadonho quanto a trilogia recente. Consegui aguentar 1h10. Desisti e sai faltando 20 minutos para que Anakin e Obi-Wan cumprissem sua missão.

A verdade está lá fora


Em 1998, quando lançou o filme de "Arquivo X", a cultuada série de Chris Carter estava em sua quinta temporada, e mesmo assim, com uma história confusa sobre testes de vírus mortal, não se saiu bem nas bilheterias. Dez anos depois, o Arquivo X é reaberto com o novo filme "Arquivo X: Eu Quero Acreditar". Como conseguir atrair os fãs da série que se findou em 2002?

Chris Carter teve a resposta ao criar uma história sem ligações alienígenas e utilizar um tema pouco explorado durante as nove temporadas da série: uma investigação do FBI de algo real sem muita paranóia sobrenatural. De certo modo, o filme é fiel às suas origens. Com a cética Dana Scully vivendo uma doutora com um paciente terminal após o encerramento do Arquivo X e um Fox Mulder ermitão, barbudo e sem confiança em nada.

O filme não fez boa bilheteria, é irregular e a trilha original do filme é muito mal aproveitada (seria George W. Bush, um alienígena?) durante a exibição. Tenta criar suspense em cenas onde não cabia a música original. Mas a história do Dr. Frankenstein russo até que não é ruim, só que era esperado mais para a volta dos agentes mais famosos do FBI.

Ponto positivo: temos uma boa cena do envolvimento amoroso entre David Duchovny (Mulder) e Gillian Anderson (Scully).

Múmia de cara(s) nova(s)



O terceiro episódio da franquia "A Múmia" apresenta caras novas, no papel de Evelin O'Connel sai Rachel Weisz entra Maria Bello, sai o Egito entra a China, sai Arnold Vosloo entra Jet Li no papel de múmia que vai infernizar a vida do atrapalhado herói Rick O'Connel, interpretado como sempre por Brendan Fraser.


A história de "A Múmia - Tumba do Imperador Dragão" se passa no Oriente, anos depois de "O Retorno da Múmia". O filho dos O'Connel, Alex, já está um rapaz galinha que se mete em confusão ao encontrar a tumba do tal imperador. Daí é a mesma história de sempre, um grupo quer acordar a múmia para dominar a Terra, desperta e começa uma batalha do bem contra o mal.


As piadas estão lá, ação descerebrada também, mas falta alguma coisa. Talvez a Rachel. Mas algo que incomoda mesmo é o quão velho está Alex, enquanto seu pai continua com a mesma cara. Temos a adição de seres da mitologia chinesa, como um imperador que realmente se transforma num dragão, três "abomináveis homens da neve" e muitos fogos de artifício.


Num geral até diverte, mas é um episódio inferior aos anteriores. O que segura o filme? A simpatia e carisma de Brendan Fraser.

sábado, 26 de julho de 2008

Boboca como sempre


Brendan Fraser é o típico ator de um tipo só: o cara boboca que se mete em encrenca numa aventura absurda. É assim na trilogia "A Múmia" e também nesse "Viagem ao Centro da Terra", adaptação da obra de Julio Verne. Ok. Ele já fez outros papéis, mas tem se destacado ultimamente apenas nesse estereótipo, tanto que o terceiro episódio mumificado sai no próximo dia 01 de agosto.

Vamos ao filme. O livro serve como guia do personagem de Fraser na busca por seu irmão perdido há cerca de 10 anos. Ele trabalha num laboratório e ao analisar anotações do irmão e os registros de um computador, segue com o sobrinho para uma viagem à Islândia. Os dois e uma guia vão a uma região vulcânica, caem numa caverna e... viajam para o centro da Terra. Há vida embaixo de nossos pés e tudo igual à descrição do livro de Verne, que Fraser tem à mão, pois era o livro favorito do irmão desaparecido.

O filme foi feito para cinemas em 3D, infelizmente, assisti num cinema convencional. Os efeitos são legais e há alguns momentos cômicos, que acabam remetendo ao personagem Rick O'Connel (A Múmia). Mas é uma diversão sem compromisso, boboca que faz rir e passar uma hora e meia comendo pipoca.